O QUE REALMENTE NOS TORNA FELIZES? (Parte I)



O Butão é um país localizado entre a China e a Índia, um pouco maior que o Rio de Janeiro – vocês devem estar se perguntando: o que tem a ver um lugar com ser feliz? Acontece que este é considerado o “País da Felicidade”.

Seu rei, junto com os ministros, criou um parâmetro de qualidade de vida completamente diferente do utilizado no Ocidente: FIB – Felicidade Interna Bruta. Significa que viver não pode se resumir, exclusivamente, à aquisição de bens de consumo. As necessidades pessoais, ou não materiais, compõem o ideário do governo nos últimos 30 anos.

O foco concentra-se na prerrogativa de que o sucesso material colabora com a felicidade na medida em que contribui para alcançar um estado de vida confortável. Ou seja, quando a pessoa consegue atender todas as suas necessidades de sobrevivência, os bens materiais não garantem mais a sonhada felicidade. Será?!

Pesquisas apontam que o sentimento de felicidade envolve outros fatores, como: relacionamentos amorosos satisfatórios, companheirismo, amizades, e, principalmente, senso de futuro, de significado de vida e autoestima.





Podemos resumir que ser feliz é:

Ø Estar vinculado a si e ao outro.

Ø Respeitar a individualidade, sem, contudo, ser individualista.

Ø Ter a capacidade de reconhecer os próprios talentos e os do outros.

Ø Respeitar limites.

Ø Validar o que possui ao invés de ficar na lamentação da falta.

Ø Ter projetos de vida!



A escritora Lya Luft nos brinda com sua opinião a respeito da felicidade - é uma harmonia interna, pessoal e também com o mundo que nos cerca.

Reporto-me também a Antonio Damásio, neurocientista que pesquisa sobre a mente e a consciência. Segundo ele, todo organismo vivo que funciona de forma eficiente e harmoniosa tende a sentimentos primordiais de bem-estar e prazer: “São os alicerces do estado que, em contextos muito elaborados, chamamos de felicidade.” Por outro lado, uma vida desorganizada, ineficiente e em desarmonia seriam a base de sentimentos negativos, como dores, sofrimento, medo, raiva tristeza etc. Entendo como regulação, ou melhor, autorregulação.

Interessante! Homeostase orgânica = autorregulação = bem-estar = felicidade.

Lembro-me de Stanley Keleman. Mas, esta parte fica para depois.

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